Reportagem: Suzuka PTNetworks | R4

21 21UTC Fevereiro 21UTC 2008

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É preciso ir à bruxa!

O circuito nipónico de Suzuka assistiu na passada Quinta-Feira a uma memorável corrida, toda disputada durante a noite, e marcada indubitavelmente pela prestação dos pilotos TMM, com o destaque a ir novamente para Miguel Machado.

Autor de uma estonteante recuperação, o piloto de Braga arrancou da última posição da grelha de partida, depois dos problemas eléctricos que sentiu nos treinos cronometrados e que o impossibilitaram de fazer uma volta lançada.

Mário Esteves fez uma qualificação brilhante, obtendo pela 2ª vez consecutiva a 2ª posição nos treinos. Contudo, e também pela 2ª prova consecutiva, o piloto do Porto foi obrigado a ver a prova do muro das boxes, já que novamente um problema eléctrico durante o warmup o impediu de participar na prova. Não obstante a revisão profunda efectuada ao Maserati da TMM após problema idêntido surgido no Estoril, o azar bateu novamente à porta. É caso para dizer que é preciso ir à bruxa!

Quanto a Miguel Machado, fez a corrida da noite e não obstante ter perdido algumas voltas para ultrapassar os restantes concorrentes, acabou por ter uma disputa muito animada com Tiago Rodrigues no Corvette da Morabia, acabando por suplantá-lo e terminar num belíssimo 2º lugar final. Fabuloso!

Eis o que disseram à comunicação social:

Miguel Machado

“A corrida começou mal. Dia complicado, cheguei à pista já sem hipóteses de me classificar, como não bastasse o Mário tem problemas outra vez.

Lá arranquei de ultimo, numa de tentar minimizar os prejuízos. Não é facil passar tanto GT2, não queria estragar a corrida a ninguem, daí ter demorado ai 7 voltas a passar toda gente. Depois com mais espaço lá comecei a a atacar os GT1 que não eram muitos. Peço desculpa a um M3 da Big foot pelo pequeno toque quando com o Vette da Vitamina. Com isso acabei por perder bastante tempo, mas ainda consegui chegar a 3º antes da primeira paragem…

Como sempre, mais 100l, que o MC12 bebe bem. Saí das boxes ao ataque, penso que o Tiago estava ai a 17seg… Passado pouco tempo já estava atras dele, mas neste circuito não é facil ultrapassar… Com um pequeno erro dele la passei, mas o Garrido já ia longe, ainda recuperei um pouco de tempo, mas ele já devia ir a gerir a corrida. O forte andamento, fazia-se sentir no deposito, estava a gastar 4.2l e a continuar assim não acabava a corrida, sem ter que parar outra vez. Como se não basta-se para me desviar de um GT2 acidentado tive de alargar a trajectória a perdi o 2 lugar para o Tiago.

La estava eu, sem gasolina para atacar e com o 2º lugar tão perto. Lá adaptei a condução para gastar 3.8l/volta e pressionar o Tiago. Ele acabou por sair largo numa curva e la passei outra vez para segundo. Com o fim da corrida a aproximar-se e o combustível critico, foi poupar ao máximo e aguentar o Tiago atras de mim. A duas voltas do final tinha 8 litros… Depois de resistir aos ataques até a ultima curva, consegui cortar a meta com 0.7litros.

Começou mal, mas acabei por me divertir bastante, se tivesse entrado a horas, penso que podia incomodar um bocado o Garrido, que mais uma vez mostrou que é a referencia. Agradeço o fair play de toda gente e aproveito por felicitar o Ricardo, o Carlos e os pilotos da MR Corse, que apesar dos problemas levaram os M3 até ao fim, pontuando ambos. Para finalizar deixo um abraço ao Tiago pela luta limpa.”

Mário Esteves:

“Parabéns ao Ricardo Garrido que, mais uma vez, fez uma corrida de mestre demonstrando a qualidade do excelente trabalho que tem vindo a desenvolver.Mesmo com lastro mostrou quem é o melhor e, contra factos, não há argumentos!Parabéns Garrido!

O Tiago Rodrigues, pelo que me apercebi do que fui acompanhando pelo Live View, ainda deu um ar da sua graça, ao “aguentar” o Ricardo Garrido uma série de voltas.Valente corrida Tiago!

O Miguel Machado, mais uma vez salvou as honras da casa.Uma corrida fantástica  de tráz para a frente por forma a garantir um excelente 2º lugar.Parabéns Miguel!

Parabéns ao pessoal do GT2, nomeadamente ao Carlos Costa que, ao volante do seu M3 levou de vencida uma muito séria concorrência!”

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Reportagem: Estoril PT Networks | R4

8 08UTC Fevereiro 08UTC 2008

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Show de bola!

Espectacular, no mínimo, é o que se pode dizer da estreia do nosso piloto Miguel Machado na classe raínha do campeonato Fia-GT, ao alcançar um belíssimo 2º lugar no nosso circuito do Estoril. Luta intensa ao longo de toda a prova do piloto bracarense com os adversários mais directos, com uns 15 minutos finais “à Braga” que lhe permitiram recuperar o 2º lugar final.

Depois de um ano passado nos saudosos Porshes GT2 da TMM, o nosso Miguel Machado começa agora a dar mostras daquilo que pode vir a fazer nos GT1 e começa a prometer escrever algumas belas histórias este ano.

Numa prova marcada pelo domínio avassalador de Ricardo Garrido ao volante do Corvette C6R da Vitamina, que venceu e convenceu no Estoril, os Maserati MC12 da TMM tiveram sortes distintas, com o azar a bater à porta desta vez do nosso piloto Mário Esteves.

De facto, e depois dos problemas eléctricos que afastaram Ricardo Cruz em Zhuhai, calhou desta vez ao piloto portuense “a fava”. Depois das belíssimas indicações dadas ao longo de todos os treinos livres e da excelente qualificação efectuada que permitiu garantir um lugar na 1ª linha de meta, eis que voltaram os problemas eléctricos, desta vez a afectar o Maserati TMM nº 6. Sorte madrasta para o piloto do Porto que se viu relegado da prova portuguesa ainda durante o warmup. Todos os esforços foram em vão no sentido de debelar os problemas surgidos e também o Mário Esteves foi obrigado a ver a prova do muro das boxes.

Vejamos o que disseram no final da corrida.

Miguel Machado:

“Tive apenas 10 min para a qualificação. Com o transito que havia na pista não deu para fazer muito, tendo ficado com a impressão que podia fazer bem melhor.

No inicio da corrida, vi o meu “mate” a ficar de fora (foi pena, pois tinha tudo para fazer uma grande prova). Tirando isso, la arranquei do 3 posto, sem forçar muito o andamento, aos poucos fui-me aproximando do Vitor travando um duelo bastante engraçado. Com uma travagem tardia por parte dele, la passei e consegui ganhar uns segundos sem nunca o perder de vista… No final do 1 turno, na ultima volta, já sem pneus, fiz uma serie de asneiras, perdendo a pouca vantagem que tinha para o Vitor. Sai das boxes com o Vitor mesmo a passar a minha frente. La me aproximei dele, mas notou-se que estava com problemas (na altura pensei que fosse lag) e não ataquei… Acabou por ter uma pequena saida e la passei. Depois foi levar o MC12 até ao fim…

Em jeito de conclusão, tenho pena do baixo numero de GT1 em pista. Aproveito para deixar os meus parabéns aos vencedores em especial Ricardo Garrido, que na minha opinião, a par do João Vaz e o SimRacers mais rápidos em Portugal. Um abraço ao Vitor pela luta que tivemos, sempre com o máximo de Fair play, assim como ao Pedro Mouga e ao Pedro Louro pela sua estreia na defesa das cores da MR Corse. Até daqui a 15 dias!”

Não tivemos hipóteses de registar as declarações do piloto Mário Esteves que saiu do circuito português visivelmente agastado com o sucedido e que amavelmente se recusou a prestar declarações.

Melhor sorte para a próxima é o que se espera!

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As Crónicas de um piloto #2, Sentimentos

7 07UTC Fevereiro 07UTC 2008

 

Mais uma vez, venho eu falar mais um pouco das minhas crónicas como “piloto”, desta vez falarei de sentimentos e de 1 evento:

- Treinos em MoSport

Rodei na pista um razoável par de voltas principalmente com o BMW, visto ser o carro com que treino mais pois a discrepância entre o ALpina e os outros carros de GTC-76 do resto das equipas é muito grande a nível de proporção motora por isso, eu aposto bastante em setups agressivos para poder atacar as curvas da forma mais agressiva e rápida possível, chego a pensar às vezes, a verdadeira adrenalina para mim, é fazer com que carros menos potentes, consigam acompanhar carros mais potentes, andando sempre no limite, coladíssimo aos outros carros nas curvas e nas travagens, mas que depois nas rectas, vejo-os abandonarem-me como quem diz “come pó malanadro!”.

Esta semana, em Mosport, tive oportunidade de treinar com o Jorge Mendes, grandes lutas tivemos ainda ali durante umas voltas, brutal mesmo, é sempre um prazer lutar com ele em pista eheh, durante estes treinos, houve várias voltas, tivemos uma luta interessante, numa pista tão rápida e com longas rectas como esta, o poder absoluto do motor do Corvette do Jorge apoderava-se das rectas com uma fome imensa, um verdadeiro “asfalt burner”, dist^anciava-se de mim como se eu quase estivesse parado, era brutal!aquele carro impõe respeito, embora quando eu chegava ao final da recta via o corvette a travar mais cedo, devido ao enorme peso na parte frontal do carronessas alturas era onde eu com o Alpina entrava principalmente em acção, a adrenalina sobe, rapidamente levanto o pé do acelerador e acaricio o travão, de forma mais virtuosa, e numa fracção de segundos, reduzo de 5ª para 4ª, e suavemente acaricio o acelerador a meio da redução, enquanto estou a travar para a curva.

Feito o ponta -tacão, a minha preocupação era apanhar o Jorge o mais rápido possível, tarefa dificil, pois embora guiando aquele verdadeiro monstro do asfalto, o Jorge é um excelente piloto e guia de forma muito limpa, embora o carro não o ajude nas curvas, eu, acariciando o pedal direito durante a curva de forma a fazer com que a atacasse o mais rapido possível, a adrenalina estava mais alta que nunca, a atacar as ultimas curvas do circuito como se nunca houvesse nada mais em que pensar naquele momento, apenas concentrado em extrair do pequeno BMW, o máximo possível, o carro grita sempre acima das 7mil RPM. Nas rectas o brutal corvette ia-se sempre embora, mas como para os americanos o que é grande é que é bom, não pensando nas contradições dessa idiologia, o corvette nas curvas torna-se num autentico carrossel, fazendo com que eu o apanhasse sempre nas travagens e me colocasse ao lado nas curvas, ultrapassando-nos sempre um ao outro, sem qualquer toque ou acidente, o que é excelente.

É uma satisfação enorme poder guiar com alguem sem haver acidentes nem batotas, nas travagens, ir completamente colado ao carr oda frente, seguindo-o como uma sombra, puxando como se não houvesse amanhã pelo bólide, forçando o carro a dar o máximo dentro das leis da física, quase alcançando o impossível, são sentimentos que é muito dificil de descrever, e só os compreende quem passa por eles. A frustração de num dia ser brutalmente competitivo, mas noutro ser um desastre faz parte de qualquer ser humano, a perfeição é inalcançãvel pois se houvesse perfeição, não existiria evolução, um piloto deve ser frio em pista, mas a realidade é que um piloto é um poeta, e escreve nas trajectórias de cada curva, os seus versos, e em cada volta os seus poemas, numa forma artística e bela, tentando sempre ser mais rapido que a própria sombra.

Até à próxima,

David.


Reportagem: Bathrust bSkilled GTL | R4

4 04UTC Fevereiro 04UTC 2008

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Foi no circuito Australiano de Bathrust que António Mascarenhas deu um ar da sua graça e venceu ambas as provas nas classes GTC 65 e GTC 76.

Desta vez nenhum dos pilotos TMM conseguiu um lugar no pódium de qualquer das corridas, mas ainda assim a emoção foi nota dominante. Vejamos o que disseram no final das corridas os nossos pilotos:

Rui Dias:

“A prova de GTC-65 correu-me bem e mostrou-se um alto nivel nesta corrida, com todos os pilotos a fazerem um bom trabalho e quando se passa desta maneira, o divertimento acompanha.
O mesmo não se pode dizer da prova de GTC-76, que mais um vez terminou rapidamente para mim. No fim da primeira recta alguem me deu um toque, eu bati com alguma violencia nos raides e a partir dai o carro ficou incontrolavel, infelizmente. Pra proxima espero ter melhor sorte”

David Oliveira:

“Tive 2 excelentes corridas e a da GTC-76 foi muito calma. Apesar de o BMW ser muito mas muito mau nesta pista consegui arrancar um excelente 4º lugar com este carro! Tive um bom pico com o Jorge nos GTC 76, sempre a assombrar-me como uma sombra. Puxa não me queria largar. Parabens aos vencedores.

Menção honrosa ao Rui Cunha que apesar de ter os pedais com problemas ficou em 2º!”

Joaquim Abranches:

“A corrida de 65 foi espectacular, muito nível, muito cuidado, muito respeito, assim vale mesmo a pena. Numa pista tão manhosa é surpreendente.

Em relação à prova, parti de 4º, tive umas lutas interessantes com o Pedro Marques (que estava mais rápido) mas  no final, talvez por os pneus dele começarem a acusar desgaste ele acaba por cometer duas falhas (na mesma curva em voltas consecutivas) deixando-me o caminho livre para a 4ª posição. Foi uma prova onde era preciso ter a cabeça fria, pois qualquer excesso paga-se muito caro.

A de 76 não consegui entrar porque tive imensos problemas eléctricos que me impediram de alinhar na prova, infelizmente.”

Em resumo, mais uma prova repleta de emoções e que continua a deixar tudo em aberto para o campeonato de pilotos e de equipas, onde a TMM continua a ter hipóteses de ter um lugar no pódium por equipas!